Time de Guerreiro.

Time de Guerreiro.
Perfeita!

sexta-feira, 22 de março de 2013

De olho em 2014, Campos diz ter mais coisas em comum com Serra do que com alguns aliados

DANIEL CARVALHO DO RECIFE Depois de ser elogiado pelo ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), afirmou ter mais pontos em comum com o tucano do que com alguns aliados. "Esse campo em que Serra sempre militou é um campo mais próximo do nosso campo político do que muita gente que está conosco e esteve conosco na base de sustentação do presidente Lula. Todo mundo sabe disso", afirmou o governador. Candidatura de Eduardo Campos é 'boa', diz Serra Para 'Economist', Aécio terá que lutar para passar sua mensagem em 2014 Aécio pede a tucanos ajuda para 'aparar arestas' Dilma e Campos devem dividir palanque em Pernambuco na semana que vem A declaração ocorreu nesta sexta-feira (22), no Recife, antes de ele participar do lançamento de um livro patrocinado pela empreiteira OAS sobre artesãos pernambucanos. O governador afirmou ter "muitas coisas em comum" e citou como exemplo questões como a maior distribuição de renda, crescimento "mais arrojado" da economia e "inovação que agregue valor às nossas exportações". "Não há diferença nisso em relação a muitos que estão na base do governo e outros que estão na oposição", disse Campos. Eduardo Braga - 19.mar.2013/Divulgação/SEI Eduardo Campos, governador de Pernambuco, durante lançamento de revista sobre gestão pública Eduardo Campos, governador de Pernambuco, durante lançamento de revista sobre gestão pública Em entrevista à Folha, José Serra disse que a provável candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República "é boa para o Brasil e boa para a política". O jornal revelou também que os dois se encontraram em São Paulo, na última sexta-feira. Ontem, o ex-governador se irritou ao ser questionado sobre o encontro. Hoje, ele disse encarar a reunião como algo "inteiramente natural". "Eu acho que nós devemos seguir discutindo o Brasil. É bom, é importante que possamos acumular um debate plural, diverso, sobre o futuro do Brasil", afirmou. "Ele não vai concordar com tudo o que eu falo, nem eu vou concordar com tudo o que ele fala. Mas nós vamos, com certeza, com esse debate, enriquecer o debate político", disse Campos. O governador falou da relação que sua família teve com Serra durante o regime militar e depois, quando ambos eram governadores. Referiu-se ao tucano como homem de "experiência", "quadro importante na vida brasileira" e "economista respeitado". "Sempre tive uma boa relação com Serra. O próprio [ex-]presidente Lula sabe disso, que sempre tivemos uma porta de conversa". DILMA O governador Eduardo Campos disse que nesta segunda-feira (25) terá "absolutamente" a mesma postura que sempre teve com a presidente Dilma Rousseff em suas visitas ao Estado. Dilma irá inaugurar uma adutora no sertão de Pernambuco e um trecho de uma rodovia na região metropolitana do Recife. "Estamos felizes de receber a presidente Dilma aqui. Terei muito gosto de fazer uma calorosa recepção para ela", disse.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

FHC e o povão No mais recente artigo, o ex-presidente FHC escreveu:

“Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ”movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos”.

Por óbvio, temos inteligência política para entender que a frase acima foi escrita dentro de um contexto, que só pode ser compreendida lendo todo o artigo. Porém, a frase sugere que o PSDB deve esquecer o "povão".

Esta é mensagem que será apropriada, justa ou não com FHC. É a eterna dificuldade tucana de se comunicar com as massas, aquela turma do andar de baixo.

Uma multidão de analistas pró-PSDB já tentam explicar a frase dita no artigo. A verdade é que quando uma frase precisa ser explicada, contextualizada ou, melhor, traduzida para os chamados "leigos", algo está errado nela. O esforço de explicá-la é mera estratégia de redução de danos.

Cabe lembrar que na campanha eleitoral, o programa tucano levou ao ar uma favela virtual. Como disse a então candidata Marina Silva, "com tanta favela real no Brasil, o PSDB precisou de uma favela virtual". Como se vê, o pessoal tem grande dificuldade de falar a linguagem do povo - a turma que utiliza ônibus, saúde e educação pública. Compreender suas necessidades, é algo quase impensável.
Jefferson Milton Marinho

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ORIGEM DA EXPRESSÃO "O QUINTO DOS INFERNOS"

"QUINTO DOS INFERNOS"
Durante o século 18
o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para que???...Para sustentar a corrupção, campanhas eleitorais, o PAC, o mensalão, o Senado e sua legião de "diretores", a festa das passagens, os cartões corporativos, as bacanais (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar no executivo, os salários de marajás, etc...etc...etc...
Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar esta corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!!!...

FHC é o grande padrinho de Lula

Leio análises falando que um dos pontos vulneráveis de José Serra --e teria aparecido na mais recente pesquisa mostrando a subida de Dilma Roussef-- é Fernando Henrique Cardoso, com alta taxa de rejeição. Por isso, o ex-presidente seria escondido na campanha. A verdade é que, por outros motivos, FHC é o grande padrinho de Lula --qualquer pessoa com um mínimo de equilíbrio terá de concordar com isso.

Em essência, o governo Lula é a continuidade da gestão anterior --e aí está um dos pontos mais inteligentes do presidente. Ele pegou a inflação baixa, um país na rota do crescimento, as bases de seu mais importante programa social em andamento (o Bolsa Família). As finanças públicas tinham passado por medidas importantes como a lei de responsabilidade fiscal.

Lula soube aprimorar o que recebeu. Radicalizou a política social, manteve as bases econômicas. Para completar, além da sorte com a descoberta do pré-sal, passou por uma época de crescimento mundial --com exceção dos últimos 12 meses. Não herdasse o que herdou, teria muito menos condições de angariar um prestígio tão grande.

É tolice não reconhecer a habilidade de Lula e seu extraordinário pragmatismo. Mas é tolo não reconhecer que FHC é seu grande padrinho, cuja alta taxa rejeição faz parte daquelas injustiças --mas será reparada pela história.

*
Ninguém no PSDB, a começar por José Serra, consegue nem remotamente ter a postura de estadista de FHC.
Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sob nova direção

Os donos da economia mundial penduraram hoje na porta de entrada (que nem existe) a placa: sob nova direção.
Pois é. O tal de G20, formado pelas 21 maiores economias do planeta e mais a União Europeia, assume formalmente o papel de coordenador da economia mundial, substituindo o G8, o clube dos sete países ricos a que a Rússia foi agregada.
Muito bem. É a chamada "realpolitik": a realidade havia de há muito atropelado o G8 e o sentido comum mais raso já pedia uma nova gerência. Uma nova gerência, a rigor, já delineada com toda a clareza na reunião do G8 ampliado de L'Aquila, na Itália, em julho.
Decretar retoricamente uma nova gerência era, portanto, a parte fácil. Agora vem o mais difícil que é, como adoram dizer os norte-americanos, "deliver" --entregar resultados.
O G20 não tem dentes. Ou seja, não tem poder para impor suas eventuais decisões a seus próprios integrantes, quanto mais para os demais países.
Exemplo objetivo e imediato: a tarefa que o grupo tem pela frente é discutir e encontrar saídas para os desequilíbrios que já existiam na economia global antes da eclosão da crise. Desequilíbrio que, para resumir, se dava pelo consumo excessivo dos Estados Unidos e pela voracidade exportadora da China, embora não apenas dela.
Seria uma questão acadêmica, não fosse pelo detalhe de que o presidente Barack Obama já avisou uma e outra vez, desde o G8 ampliado de L'Aquila, que o mundo não deve contar com o consumidor norte-americano como motor do crescimento econômico, pelas avarias por ele sofrido com a crise.
Reequilibrar o jogo passa, portanto, a ser uma necessidade, não uma mera preocupação acadêmica.
A pergunta seguinte inevitável é esta: como é que o G20 poderá obrigar, digamos, a China a valorizar a sua moeda, para dificultar exportações e facilitar importações?
Mas sobram também perguntas para o Brasil: até agora, o país foi demandante. Pediu coisas, inclusive a entronização do G20, e obteve várias delas (uma melhoria no peso dos emergentes no FMI, por exemplo).
Com isso, passou a ser um cachorro grande --ou quase. Cachorros grandes, no jogo global, não tem apenas bônus. Têm, por exemplo, o ônus de deixar de fazer apenas pleitos para propor soluções, mesmo aquelas que eventualmente representem sacrifícios.
Ah, é bom dizer que esse novo papel não é apenas tarefa do governo. É da sociedade ou, ao menos, da sociedade organizada, empresários, sindicalistas, dirigentes políticos, da academia, do jornalismo. Mais do que antes, urge agora deixar de ser "caipira" como o então presidente Fernando Henrique Cardoso definiu o país --e tinha razão.
Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna diária na página 2 da Folha e é autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".E-mail: crossi@uol.com.br

http://folhasp.com.br/

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A doença da ignorância

É a maior amostragem disponível da saúde de estudantes de escolas públicas. Entre fevereiro e julho deste ano, foram examinadas 119 mil crianças por equipes de pediatria e saúde bucal. O resultado revela a doença da ignorância e certeza de que será impossível um bom nível educacional com tantas crianças com problemas de saúde o detalhamento está no www.dimenstein.com.br.
Note-se que estamos aqui falando apenas da cidade de São Paulo. Daí se tira o que ocorre no resto do Brasil. Os dados fazem parte do programa "Aprendendo com a Saúde" que faz exames nas escolas públicas. Cerca de 35% dos examinados mostraram alto risco de cárie. Imagine se alguém presta atenção em aula com dor de dente.
Mais de 50% tiveram de ser encaminhados para tratar problemas de visão, audição, fala sobrepeso, desnutrição, anemia, além de distúrbios psicológicos.
Não precisa ser um gênio para ver que, com tantos problemas, é difícil aprender, criando-se uma bola de neve. Em pouco tempo, os alunos já estarão com sua autoestima abalada, com notas ruins, muitas repetirão e sairão da escola.
A doença da ignorância é ainda mais grave porque o tema é desconhecido da maioria da população e existem poucos programas. Aliás, quase não é assunto dos especialistas em educação.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
Menos filhos, menos violência

A informação mais importante da pesquisa do IBGE que acaba de ser divulgada é a redução brusca do número de filhos das mulheres com baixa escolaridade. Se na década de 1970, mulheres com menos de três anos de escolaridade tinham em média 7 filhos, agora passou 3 --e continua caindo. É uma boa notícia para quem está preocupado com a violência urbana.
Há uma série de causas para a violência --e uma delas é a desestruturação familiar. Ou seja, a dificuldade ou até total incapacidade dos pais cuidarem de seus filhos, gerando um ciclo de marginalidade. A combinação de menos filhos por família com aumento da oferta de serviços públicos, especialmente educação (e desde a creche e pré-escola), é uma receita óbvia para termos sociedades mais integradas e, portanto, menos violentas. Até porque significam família com mais estudo e renda.
Essa tendência ainda pode ser acelerada com programas de prevenção da gravidez em comunidades mais pobres como as favelas, onde, segundo estimativas, a média está acima dos três filhos por mulher.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

Pesquisar este blog