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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A doença da ignorância

É a maior amostragem disponível da saúde de estudantes de escolas públicas. Entre fevereiro e julho deste ano, foram examinadas 119 mil crianças por equipes de pediatria e saúde bucal. O resultado revela a doença da ignorância e certeza de que será impossível um bom nível educacional com tantas crianças com problemas de saúde o detalhamento está no www.dimenstein.com.br.
Note-se que estamos aqui falando apenas da cidade de São Paulo. Daí se tira o que ocorre no resto do Brasil. Os dados fazem parte do programa "Aprendendo com a Saúde" que faz exames nas escolas públicas. Cerca de 35% dos examinados mostraram alto risco de cárie. Imagine se alguém presta atenção em aula com dor de dente.
Mais de 50% tiveram de ser encaminhados para tratar problemas de visão, audição, fala sobrepeso, desnutrição, anemia, além de distúrbios psicológicos.
Não precisa ser um gênio para ver que, com tantos problemas, é difícil aprender, criando-se uma bola de neve. Em pouco tempo, os alunos já estarão com sua autoestima abalada, com notas ruins, muitas repetirão e sairão da escola.
A doença da ignorância é ainda mais grave porque o tema é desconhecido da maioria da população e existem poucos programas. Aliás, quase não é assunto dos especialistas em educação.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

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